Rua Henrique Schaumann, 286 - Cj. 71
CEP 05413-010 - Jardim Paulista
São Paulo - SP
+55 11 3081-8036
+55 11 3473-8036
contato@migdalconsulting.com.br
 

:: Diferenciais

:: Quem somos

:: Valores / Missão

:: Áreas de Atuação

:: Método de Trabalho

:: Projetos de Segurança

:: Condomínios

:: Notícias

:: Treinamento

:: Análises de Risco

:: Cadastre-se

Notícias de 12/03 a 18/03/2009
 
SP registra 6º roubo a banco em quatro dias

Bairros reagem contra arrastões em condomínios

Assaltantes invadem prédio e violentam jovens no Rio
PCC tenta roubar arsenal em SP
Assaltantes preferem prédios únicos e de luxo

 

 

 

 

SP registra 6º roubo a banco em quatro dias

Camilla Haddad
Grupo Estado

Quadrilha estourou vidros de agência do Banco do Brasil na zona sul e deixou caixa eletrônico no meio da rua com a chegada da Polícia Militar

Uma quadrilha formada por dez homens armados com pistolas e espingardas invadiu na madrugada de ontem uma agência do Banco do Brasil, na Avenida Santa Catarina, Jabaquara, zona sul de São Paulo. A polícia chegou no momento em que os criminosos tentavam levar um caixa eletrônico, mas não conseguiu prender ninguém. O equipamento foi abandonado no meio da rua e os bandidos fugiram. Foi o sexto roubo a banco em menos de uma semana. Na sexta-feira, cinco agências foram atacadas - em dois casos houve tiroteio.

Segundo a Polícia Civil, eram 4 horas quando a quadrilha chegou ao banco em vários carros e quebrou dois vidros da agência. O vigia conseguiu acionar o botão de pânico e se escondeu atrás de uma coluna, mas foi descoberto pelo grupo. A vítima passou por uma sessão de espancamento, levou chutes e sofreu um ferimento na testa. O vigia teve o colete e três armas roubados pelos assaltantes.

Em depoimento, a vítima contou que os ladrões tinham arrancado um dos caixas eletrônicos do setor de autoatendimento, mas ao retirarem um dos fios do aparelho um alarme sonoro disparou. Por medo, a quadrilha deixou o caixa na rua e fugiu sem levar nada.

O caso foi registrado como roubo consumado no 35 º Distrito Policial (Jabaquara). O vigia teve alta ontem. "Graças a Deus estou bem, mas poderia ter acontecido alguma coisa pior", disse. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) não informou o número total de roubos a banco em São Paulo neste ano. Disse apenas que o balanço será divulgado em estatísticas no próximo mês.

Moradores das proximidades do Banco do Brasil disseram que ouviram um estrondo durante a madrugada, provavelmente o estouro da porta de vidro, mas acreditaram que se tratava de um acidente. "Nem imaginei que esse banco pudesse ser assaltado, pois tem vigia 24 horas e nunca vi problemas por lá", disse uma vizinha.

ATRATIVO

De acordo com especialistas em segurança, os bancos não têm mantido nas agências valores muito altos. Essa seria uma das razões para o novo alvo: os caixas eletrônicos. Na sexta-feira, dos cinco casos, dois tinham como alvo os caixas. "Hoje, a maioria das transações é feita virtualmente, pela internet ou com cartões. Os bancos ainda têm porta giratória, detector de metal, vigilância armada, deixando de ser atrativo", diz Felipe Gonçalves Silva, da Migdal Consultoria em Segurança.

 

Bairros reagem contra arrastões em condomínios

Conselhos de Segurança planejam mais cursos para porteiros, fazem pressão para que a polícia prenda suspeitos e cobram participação de moradores

Camila Haddad
Grupo Estado

A onda de arrastões em prédios de classe média da capital provocou a mobilização nos Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs). Com medo de novos ataques das quadrilhas, presidentes das entidades têm organizado reuniões extras, entregado cartilhas de segurança aos moradores e funcionários e já pensam em formar mais grupos de porteiros para serem treinados pela PM.

Desde janeiro, foram registrados sete casos de arrastão na cidade. Os mais recentes ocorreram no último final de semana, na Rua Coronel Oscar Porto, no Paraíso, zona sul, e na Rua Rangel Pestana, no Brás, região central. O presidente do Conseg do Paraíso, Douglas Melhem Filho, afirmou que no prédio onde ele mora, a empresa responsável pela parte de segurança foi chamada para fazer um “aprimoramento” nos equipamentos, entre eles as câmeras.

Com a orientação do conselho, pedidos como esse têm sido comuns em outros edifícios do bairro.

Segundo Melhem Filho, o assalto na Oscar Porto não chegou a ser surpresa. “Já era uma preocupação nossa e agora ficou pior. Vamos discutir nas reuniões”, diz. Outra política adotada no Paraíso é manter um sistema interativo - com conversas diárias com a Polícia Civil para cobrar a prisão de suspeitos. No dia do crime, oito assaltantes foram detidos, mas dois conseguiram fugir. Para o presidente do Conseg, os moradores têm de se tornar guardiães de seus condomínios, sendo fundamentais na educação de porteiros. “No meu prédio, se aparecer um fiscal da Receita Federal com crachá, não entra”, garante. “E isso é resultado do trabalhos dos moradores com funcionários.”

José Luis Bráz Leme, presidente do Conseg da Consolação, afirma que a pauta da próxima reunião, dia 31 deste mês, é arrastão em condomínios. “Estamos preocupados e existe, sim, uma mobilização. Nossa região pega a Avenida Paulista, Higienópolis e Vila Buarque, onde há muitos prédios”, diz. Segundo Leme, os síndicos serão orientados com mais frequência. “Infelizmente as pessoas estão preocupadas com o dia a dia e se tornam desatentas”, afirma.

No chamado ‘trabalho de formiguinha’, no Conseg da Lapa, a presidente Maria Vargas mantém um “programa de segurança condominial”. Em sua rotina diária, ela distribui cartilhas com dicas aos moradores. “Fiz 5 mil e já distribuí cerca de 2 mil exemplares.” Agora, ela quer reeditar o encarte com orientações sobre arrastões. “É preciso adaptar a cartilha”, diz

Também está nos planos de Maria convocar moradores para uma reunião. “As pessoas que moram em prédio não conhecem seus vizinhos, e isso tem de mudar, têm de trocar informações. Depois acontece algo e a culpa é sempre do porteiro”, rebate. No próximo encontro, um coronel da PM na região irá conversar com os moradores.

Aumentar o número de porteiros treinados é uma das metas de Sérgio Lucon, presidente do Conseg Monções, na região do 96º Distrito Policial (Brooklin), zona sul. “É muito fácil entrar num condomínio. É preciso uma conscientização para minimizar isso”, diz. Segundo Lucon, no final do ano passado, grupos de porteiros de prédios da região foram treinados no 12º Batalhão (Aeroporto). “Mas tem síndico que prefere não mandar (para o curso) para não ficar sem o funcionário”, diz.

Nos Jardins, a presidente do Conseg, Maria Thereza Cabral, diz que já ganhou até prêmio por treinamento de porteiros. “Pretendemos fazer um novo nesse mesmo esquema. São quatro noites de curso.”

CRONOLOGIA

11/01/2009
Um prédio na Alameda Lorena, nos Jardins, é alvo de arrastão

10/01/2009
Ladrões entram em um condomínio de casas na zona norte

08/01/2009
Um prédio na Rua João Annes, na Lapa, zona oeste, é invadido

21/02/2009
Três apartamentos de um prédio na Rua Piauí, em Higienópolis, região central, são roubados

02/03/2009
Um prédio na Rua Piracuama, em Perdizes, na zona oeste, é invadido. Um dos bandidos é morto em suposto tiroteio

10/03/2009
Dois prédios são invadidos na mesma noite: um na Rua Coronel Oscar Porto, no Paraíso, e outro na Rua Rangel Pestana, Brás

DICAS

Ao contratar funcionários para os prédios, é preciso pedir a ficha criminal da pessoa, duas referências de antigos empregos e uma apresentação de cursos

Se câmeras estiveram quebradas, de nada vai adiantar o trabalho dos funcionários. É necessária uma observação constante dos equipamentos

Ao entrar e sair do prédio, tanto porteiro quanto moradores devem verificar se não há estranhos ou suspeitos nas proximidades

Ao abrir a porta da garagem, o porteiro deve observar se há pessoas suspeitas no carro. Já os moradores devem abaixar o vidro e se identificar. Outra dica é nunca deixar chaves na portaria

Listas com telefones de emergência devem ser fixadas em pontos estratégicos do condomínio

Muita atenção com os controles remotos de garagem colocados no espelho superior do carro. Eles podem ser furtados

O morador deve descer para receber encomendas ou prestadores de serviços. Se não puder acompanhar o visitante na saída, deve avisar a portaria

Porteiro não pode liberar um visitante, mesmo conhecido, sem cadastro no prédio e o aval do morador. Até os empregados domésticos devem ser cadastrados

AS FALHAS

A hora de retirar o lixo do prédio rua é uma dos mais delicadas. É comum o portão da garagem permanecer aberto, o que pode facilitar um ataque de bandidos. O ideal é que todo o lixo seja colocado em um carrinho e retirado em poucas viagens, sempre com outro funcionário dando apoio ao faxineiro

A falta de portarias para visitantes e moradores é uma falha comum em condomínios. O correto é que o prédio tenha entradas separadas, com gaiolas. Em caso de pânico, um dos portões é bloqueado e a pessoa fica ‘presa’

É comum nos prédios as câmeras de segurança estarem voltadas apenas para a portaria, quando deveriam focalizar também a rua. As cercas elétricas também devem ser altas

A ARQUITETURA

Arbustos costumam atrapalhar a visão do porteiro. Na maioria das vezes, as plantas crescem nas grades do imóvel e impedem que o funcionário tenha uma visão panorâmica da rua. Árvores de grande porte também não são recomendadas nos condomínios. Elas devem ser podadas e, se estiverem na rua, a Prefeitura deve ser chamada

Portarias recuadas também não são indicadas. O porteiro acaba isolado naquele espaço e perde a noção do que ocorre em volta do prédio. Muitas vezes, o funcionário tem dificuldade em enxergar quem está do lado de fora e deseja entrar no edifício

A abertura do portão da garagem deve ser feita em dez segundos no máximo. Porém, alguns imóveis deixam a garagem aberta por mais tempo, o que pode causar a invasão de uma quadrilha. Esse portões também devem ter o sistema gaiola, com mais de uma grade para o carro passar.

 

Assaltantes invadem prédio e violentam jovens no Rio

TALITA FIGUEIREDO
Agencia Estado

RIO - Dois apartamentos em Santa Teresa, na zona sul do Rio de Janeiro, foram roubados na madrugada de hoje e duas jovens, de 19 e 24 anos, teriam sido estupradas pelos criminosos, segundo depoimento delas na delegacia. De acordo com a polícia, seis homens armados com facas e pistolas invadiram o apartamento das jovens e roubaram joias, celulares e equipamentos eletrônicos. Além disso, jantaram na residência, consumiram drogas e depois teriam violentado as mulheres. Depois, os criminosos foram para o apartamento de cima e roubaram um casal que dormia.

A permanência do grupo no local teria durado cerca de duas horas e meia. Eles fugiram com o carro do casal. A polícia investiga se os criminosos são os mesmos que roubaram uma outra casa na madrugada de segunda-feira. Na ocasião, a dona da residência ficou todo o tempo sob a mira das armas dos criminosos, que fugiram levando US$ 1.500, câmeras fotográficas, computadores, um aparelho GPS, aparelhagem de som, roupas e uma mala de viagem, onde os objetos foram colocados.

Hoje foi feita uma perícia no local para identificar possíveis impressões digitais dos suspeitos em copos e talheres. Uma informação no depoimento das vítimas intriga o delegado intrigado: a declaração de que a porta que dá acesso ao prédio foi arrombada. A perícia, porém, não encontrou sinais de arrombamento.

 

PCC tenta roubar arsenal em SP

Bandidos trocaram tiros com vigia de empresa e foram presos; cúmplice ofereceu R$ 200 mil para libertá-los

Marcelo Godoy

Bandidos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) tentaram roubar por volta das 7h30 de ontem o arsenal da empresa de segurança Trevo, em Guarulhos. Houve reação dos vigilantes, que balearam dois dos assaltantes e detiveram um terceiro. Por telefone, os integrantes da quadrilha tentaram impedir a prisão em flagrante, oferecendo R$ 200 mil aos policiais militares do 44º Batalhão para que não levassem os detidos à delegacia.

Os assaltantes aproveitaram o momento de troca de turno da empresa de segurança para invadi-la. Dois dos criminosos seguiram um vigilante até o portão da Rua Mário Perdigão Coelho, no Jardim Cumbica, próximo do Aeroporto Internacional de São Paulo. Quando o segurança que controlava a entrada abriu para o colega, viu a aproximação dos dois homens, que sacaram revólveres. O segurança gritou para o colega sair da frente e atirou, baleando os dois assaltantes na barriga.

Um terceiro ladrão, que estava um pouco atrás, acabou detido por policiais militares da 1ª Companhia do 44º Batalhão. Ele estaria dando cobertura aos comparsas. Trata-se de Genivaldo Rodrigues de Oliveira, o Gê, de 37 anos, condenado a 23 anos de prisão pela Justiça sob a acusação de sequestro - ele estava foragido.

Outros bandidos que participariam do ataque conseguiram escapar. Um deles, segundo o soldado Marcos Aurélio de Souza, telefonou para o celular apreendido com Gê. O policial atendeu a ligação e o comparsa do assaltante ofereceu ao PM R$ 200 mil para que libertasse o criminoso. A oferta foi recusada pelos policiais, que levaram o assaltante para o 4º Distrito Policial de Guarulhos. Os outros dois acusados detidos, Helvércio Luis de Souza, de 42 anos, e Zênio Leandro de Souza, de 50, foram levados para um hospital da cidade.

Helvércio estava foragido desde que abandonara o regime semiaberto, em 2008. Zênio escapou de uma prisão semiaberta em janeiro deste ano. Os dois não corriam risco de morrer. Com os acusados, segundo o delegado Celso Valdir Marchiori, do 4º DP, foram apreendidos dois revólveres calibre 38.

O delegado decidiu autuar em flagrante os três pesos sob as acusações de tentativa de roubo, uso de identidade falsa e resistência. Ainda de acordo com ele, Gê se recusou a depor oficialmente na delegacia, afirmando que permaneceria calado.

Os PMs que o detiveram contaram que ele reconheceu fazer parte do PCC e afirmou que estava cumprindo uma ordem da facção. O objetivo do roubo era o arsenal da empresa, composto de escopetas, pistolas e coletes à prova de bala.

 

Assaltantes preferem prédios únicos e de luxo

Entrevista Felipe Gonçalves - Especialista em Segurança

O especialista em segurança da Migdal Consulting Felipe Gonçalves Silva diz que as quadrilhas especializadas em arrastões têm preferências por prédios de alto padrão, com apenas uma torre e de um ou dois apartamentos por andar. Outro atrativo é uma rua com facilidade de fuga. Leia os trechos da entrevista abaixo:

Por que condomínios?
O condomínio é um alvo fácil, na sua maioria não possui vigilância armada, a grande maioria tem recursos humanos despreparados e muito mal remunerados. E o principal: nos prédios existe uma riqueza acumulada nos apartamentos, causando grandes chances de lucro fácil para os criminosos.

E os equipamentos de segurança não intimidam?
A grande maioria dos condomínios assaltados tinha equipamentos eletrônicos, mas eram mal dimensionados e não havia uma checagem rotineira do sistema, sendo que em vários casos, apenas depois da ocorrência descobriu-se que as câmeras não estavam filmando ou que a cerca elétrica não funcionava, por exemplo.

Alguns bandidos têm as listas de moradores. Como evitar?
Os criminosos estudam detalhadamente seus alvos. Posso afirmar que todas as portarias possuem uma relação de moradores com nome e telefone e não têm nenhuma medida de segurança da informação. Muitas vezes os bandidos se aproximam de funcionários do prédio para colher informações. Por isso é fundamental conhecer as pessoas que trabalham no prédio e dazer elas serem treinadas.

Quais os aparelhos de segurança mais requisitados recentemente?
A blindagem de guarita, monitoramento das imagens, circuito interno de TV, botões de pânico, sensores, eclusas de carros e pedestres. Mas de nada valerá apenas esses dispositivos se os funcionários não forem devidamente treinados e capacitados, além de avaliados.