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Notícias de 02/04 a 08/04/2009
 
Palestra sobre segurança em condomínio gera grande interesse
Porteiros, os 'vilões' do arrastão a condomínios
Quadrilha realiza arrastão e permanece 2h30 em prédio

 

 

 

 

Palestra sobre segurança em condomínio gera grande interesse

A administradora de condomínios Jaime promoveu, na noite de quinta-feira, 26 de março, palestra para mais de 70 síndicos e conselheiros a respeito de segurança em condomínios. Os palestrantes foram: Dr. Edison Santi, Delegado Titular do DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais), e o consultor de segurança e diretor da Migdal Consulting, Nilton Migdal, que passaram aos presentes dicas valiosas de como não ser mais uma vítima dos ataques a condomínios que vêm acontecendo ultimamente.

Porteiros, os 'vilões' do arrastão a condomínios

Por André Pontes
veja.com

Os arrastões em condomínios residenciais têm assustado moradores de grandes capitais brasileiras nos últimos meses. Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul ainda não possuem dados oficiais sobre o número de ocorrências, mas as informações disponíveis acerca de São Paulo não deixam dúvida: a incidência do crime aumentou. De acordo com o Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado (Deic), só nos três primeiros meses de 2009 já foram registrados oito casos - ante os nove anotados durante todo o ano de 2008. A maioria das invasões, segundo especialistas e a própria Polícia, ocorreu em decorrência da desatenção e do despreparo dos porteiros.

Desse ponto de vista, a instrução aos funcionários é a maior arma para a prevenção desses crimes, avalia Nilton Migdal, diretor da Migdal Consulting, empresa especializada em táticas de segurança. "O bandido que lidera uma quadrilha de assaltos a condomínio tem tempo para estudar o que vai fazer e como vai agir", diz. "Por outro lado, o porteiro, em geral, tem pouca instrução: se ele não for treinado, vai sempre cair nas artimanhas dos bandidos".

Salários - Há certa confusão entre os papéis de porteiro e vigilante - e também um desnível profissional. O primeiro - interface entre a rua e os condomínios - está um grau abaixo do segundo, um profissional mais qualificado e, por isso, mais caro. O porteiro, para exercer sua função, não precisa de qualquer qualificação profissional ou escolar. O piso da categoria é de 537 reais em São Paulo. Já o vigilante precisa ter cursado a escola até o quarto ano do ensino fundamental e também um curso específico: o salário mínimo da profissão é de 862 reais.

Ciente de que trabalha com um profissional pouco qualificado, o condomínio deve investir em sua formação. "Não adianta colocar todos os tipos de equipamentos e não mostrar para o porteiro como operar tudo isso", explica Luiz Carlos, diretor da consultoria de segurança Rudi.

E os condôminos? - Críticas à parte ao procedimentos dos funcionários, o delegado Edison Santi, do Deic-SP, chama a atenção para os deslizes cometidos pelos condôminos - que também dão oportunidade aos arrastões. Para ele, os moradores precisam se conscientizar acerca dos procedimentos de segurança. Isso inclui seguir as regras e evitar o "jeitinho" em qualquer situação. "Às vezes, o porteiro tem treinamento, mas não age como deveria porque fica com receio de receber uma represália do condômino. Não adianta investir em segurança se o morador não segue as regras estabelecidas".

A situação citada pelo delegado pode ser exemplificada a seguir. "Vamos supor que a sua mãe veio lhe fazer uma visita surpresa em um dia chuvoso e, quando chega ao seu prédio, você não está", propõe o especialista em segurança Midgal. "O porteiro não a conhece e não permite a entrada dela. Por isso, ela fica do lado de fora, tomando chuva. Quando você chega, deve elogiar o trabalho dele, e não criticá-lo", diz. "Ele fez o melhor pela segurança do prédio".

 

Quadrilha realiza arrastão e permanece 2h30 em prédio

Agência Estado
São Paulo

Um bando armado fez um arrastão em um prédio residencial de alto padrão na Vila Sofia, região do Campo Grande, zona sul de São Paulo, no início da noite desta quarta-feira (8).

De acordo com o relato das vítimas à polícia, pelo menos 10 homens, munidos de metralhadoras e pistolas, entre outras armas, invadiram o Condomínio Visage, na rua Doutor Ferreira Lopes, por volta das 18h30 e permaneceram cerca de duas horas e meia no local.

Conforme as informações apuradas pela polícia, dois criminosos, que chegaram ao prédio em um carro, renderam o porteiro e o obrigaram a abrir o portão da garagem.

Durante a ação da quadrilha, as vítimas foram colocadas na cozinha privativa para funcionários do prédio, no andar térreo. Segundo o zelador, os integrantes do bando estavam bem vestidos e pelo menos três deles usavam ternos.

O zelador disse ter sido rendido e agredido por um dos bandidos assim que chegou à portaria do prédio, por volta das 19h30, com uma pancada no estômago. Em seguida, ele foi jogado de bruços no chão e depois levado à cozinha onde permaneceram as vítimas. Ainda de acordo com o zelador, os moradores eram rendidos à medida que chegavam ao prédio.

Os bandidos roubaram joias, dinheiro, celulares, aparelhos eletroeletrônicos, documentos, roupas, perfumes e um Vectra de um dos moradores.

Quinze vítimas estiveram no 99º Distrito Policial (Campo Grande) para prestar queixa e foram ouvidas pela delegada Luciara Cássia Campos, mas o número exato de apartamentos roubados ainda não foi contabilizado.

A Polícia Civil deve investigar a hipótese de prestadores de serviços ao condomínio estarem envolvidos no crime. Nenhum suspeito foi capturado até a manhã desta quinta-feira (9).

O prédio alvo do ataque tem um apartamento em cada um dos seus 26 andares. Ele foi construído recentemente, há cerca de seis meses, e tem somente 10 dos seus apartamentos ocupados. Neste caso, não há imagens de circuito interno que possam ajudar a polícia nas investigações porque o prédio ainda não possui câmeras de segurança.